Comparação do quadro por IDH no Brasil com o Levantamento estatístico da Fesmax do Xadrez nas Olimpíadas Escolares JEBs 2006 a 2008

 

Para verificar os dados e informações chegadas ao Site da Fesmax (http://www.xadrezms.com/), de uma possível existência de relação entre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o comentário de Alfredo Pereira dos Santos que descobriu que o desenvolvimento do xadrez no Mato Grosso do Sul era um indicador do crescimento do estado, ele constatou realmente que o estado está bem colocado no IDH e afirmou que o xadrez é, de fato, um termômetro. Os mais adiantados o jogam mais e melhor e os mais atrasados muitas vezes nem sabem do que se trata.

 

Os dados do IDH e suas regiões, Alfredo Pereira dos Santos  acessando a página: http://www.brasilescola.com/brasil/o-idh-no-brasil.htm,  obteve informações e analises de um estudo de Eduardo de Freitas, que é Graduado em Geografia e da Equipe Brasil Escola.

 

Posteriormente com muita propriedade e citações importantes Roberto Santos, Presidente da Federação Maranhense de Xadrez, afirmou que o Maranhão estaria fora desta teoria, pois apesar de seu IDH baixo, em seu Estado encontram-se jogadores que já fizeram ou fazem do xadrez escolar competitivo e muito forte e o Maranhão já deu ao Brasil seu único campeão mundial Rafael Dualibe Leitão, outros campeões panamericanos: Vinicius Valois, Eduardo Franklin e o Campeão das Olimpíadas Escolares Bergson Fernandes Jr.

 

Alfredo Pereira dos Santos refutou afirmando que os exemplos dados são irrelevantes, estatisticamente e seriam casos isolados. Afirmou que se o argumento de Roberto Santos fosse verdadeiro, Cuba deveria ser considerado um país desenvolvido na época em que Capablanca venceu o campeonato mundial. Em um cenário em que a maioria dos grandes jogadores eram europeus, Cuba e Capablanca foram exceções.

 

Como a Fesmax acompanha e realiza um levantamento estatístico a três edições da modalidade do Xadrez nas Olimpíadas Escolares (JEBs), evento fruto de uma parceria entre o COB e o Ministério do Esporte, com o suporte técnico das Confederações Desportivas envolvidas e participação através dos órgãos gestores do desporto escolares estaduais de participação. Ajustando as metodologias usadas e do estudo do Eduardo Freitas e a não participação de Goiás e do Rio Grande do Sul nos JEBs, a Fesmax editou seu Quadro Comparativo do IDH e suas Regiões por Levantamento do JEBs pela Fesmax.

 

Ficou comprovada a validade da divisão para quatro das cinco regiões que através de estudos realizados pela ONU, contatou que dentro do território brasileiro existem praticamente cinco países, ou seja, cinco realidades distintas e isto confrontados com o levantamento que o Departamento Técnico da Fesmax efetuou, em que os quatro grupos pontuaram na inversão dos participantes conforme as colocações obtidas e também somadas os anos 2006, 2007 e 2008 para ser ter uma visão consolidada estatisticamente.

 

As Regiões I - Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, II - Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Amapá, IV - Acre, Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte e V - Maranhão, Piauí, Alagoas, Sergipe e Paraíba na média da soma dos pontos que tem nos JEBs, ficaram devidamente ordenados validando a relação entre índice por IDH e desempenho esportivo no Xadrez.

 

A 3ª Região que compreende os estados Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia e Roraima, talvez por ser localizados ou próximos da Região Amazônica com suas características próprias ficou fora da ordem da comparação efetuada. Lembrando que o IDH é avaliado com base nos indicadores sociais (taxas de natalidade, mortalidade, expectativa de vida, analfabetismo, condições médico-sanitárias etc.).

 

Em anexos seguem os quadros: I - De forma ordenada por IDH no Brasil, II - Pontos por Estados 2006 + 2007 + 2008 (Levantamento Estatístico dos JEBs pela Fesmax) e o III - Quadro Comparativo do IDH e suas Regiões por Levantamento do JEBs pela Fesmax. Onde temos que na 1ª Região a média foi de 182,2 pontos por estado, na 2ª Região 143,3, na 4ª Região 121,4, na 5ª Região 99,6 e na 3ª Região 81,4 pontos por estado.

 

I - De forma ordenada por IDH no Brasil podemos classificar em:

 

I - 1ª Região | Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal

 

II - 2ª Região | Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Amapá.

 

III - 3ª Região | Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia e Roraima.

 

IV - 4ª Região | Acre, Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte,

 

V - 5ª Região | Maranhão, Piauí, Alagoas, Sergipe e Paraíba

 

II - Pontos por Estados 2006 + 2007 + 2008

(Levantamento Estatístico dos JEBs pela Fesmax) 

 

1         PR       225 Pontos

2         RJ       203

3         MS      194

4         MG      180

        MT      176

6         PE       173

 

7         DF       166

8         SC        164

9         RN        163     

10        AM      159

11        SP        153

12        MA      131

 

13        ES        130

14        PB       129

15        CE       122

16        BA       105     

17        PA       95

18        SE        94

 

19        AL       88

20        RR       64

21        PI         56

21        RO       56

23        AC        44

24        AP        36

25        TO        33

 

III - Quadro Comparativo do IDH e suas Regiões por Levantamento do JEBs pela Fesmax

 

 

Regiões / Estados

JEBs Pontos

Média Região

 

 

 

I - 1ª Região

 

 

Paraná

225

182,2

Rio de Janeiro

203

 

Distrito Federal

166

 

Santa Catarina

164

 

São Paulo

153

 

 

 

 

II - 2ª Região

 

 

Mato Grosso do Sul

194

143,3

Minas Gerais

180

 

Mato Grosso

176

 

Espírito Santo

130

 

Amapá.

36

 

 

 

 

IV – 4ª Região

 

 

Pernambuco

173

121,4

Rio Grande do Norte

163

 

Ceará

122

 

Bahia

105

 

Acre

44

 

 

 

 

V - 5ª Região

 

 

Maranhão

131

99,6

Paraíba

129

 

Sergipe

94

 

Alagoas

88

 

Piauí

56

 

 

 

 

III - 3ª Região

 

 

Amazonas

159

81,4

Pará

95

 

Roraima.

64

 

Rondônia

56

 

Tocantins

33

 

 

Ver: Xadrez nas Olimpíadas Escolares JEBs 2008 - Um levantamento estatístico

Mato Grosso do Sul é o terceiro no xadrez entre vinte e cinco estados que participaram nos JEBs de 2008, 2007 e 2006. 

http://xadrezms.zip.net/arch2008-11-23_2008-11-29.html


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 I - Alfredo Santos: O desenvolvimento do xadrez no Mato Grosso do Sul é um indicador do crescimento do estado. (21 fev 2009)

II - Roberto Santos (Presidente da Federação Maranhense de Xadrez): O Maranhão está fora desta teoria. (23 fev 2009) 
 
III - Alfredo Santos: O Maranhão não está fora dessa teoria, não. (24 fev 2009)
.


From: xadrez_ms@hotmail.com | Subject: Alfredo Santos: o desenvolvimento do xadrez no Mato Grosso do Sul é um indicador do crescimento do estado. | Date: Sun, 22 Feb 2009 15:37:19 -0400 | From: Alfredo Santos alfredops1943@gmail.com | Date: 2009/2/21 | Subject: IDH do Brasil

Caros amigos

Há pouco fiz um comentário, dizendo que o desenvolvimento do xadrez no Mato Grosso do Sul era para mim, um indicador do crescimento do estado.

Pois não é que agora, acessando a página: http://www.brasilescola.com/brasil/o-idh-no-brasil.htm, descobri que, realmente o estado está bem colocado em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Notem, então, que o xadrez é, de fato, um termômetro. Os mais adiantados o jogam mais e melhor e os mais atrasados muitas vezes nem sabem do que se trata.

Leiam a matéria e comentem-na.

Abraços.

Alfredo

O IDH no Brasil 

Dentro do Brasil ocorrem diferenças em relação ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), esse avalia as condições de vida das pessoas em nível geral ou particular, então existem regiões, estados ou municípios com maior ou menor índice de IDH. O IDH é avaliado com base nos indicadores sociais (taxas de natalidade, mortalidade, expectativa de vida, analfabetismo, condições médico-sanitárias etc.). Através de estudos realizados pela ONU, ficou constado que dentro do território brasileiro existem praticamente cinco países, ou seja, cinco realidades distintas. De forma ordenada podemos classificar em primeiro a região que compreende o sul, em sua totalidade, abrangendo ainda São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, esses representam o melhor IDH. Em segundo está a região intermediária que corresponde aos estados do Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, fazem parte ainda Minas Gerais, Goiás e Amapá. Na terceira região estão presentes os estados de Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia e Roraima. O quarto grupo, ou quarta região, é formado pelo Acre, Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, e, por fim, o quinto grupo que é composto pelos estados do Maranhão, Piauí, Alagoas, Sergipe e Paraíba. O IDH desses últimos estados pode ser comparado ao dos países mais pobres do mundo, como Bangladesh e Haiti.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


From: rocato1@hotmail.com | To: xadrez_ms@hotmail.com | Subject: RE: Alfredo Santos: o desenvolvimento do xadrez no Mato Grosso do Sul é um indicador do crescimento do estado. | Date: Tue, 24 Feb 2009 01:44:11 +0300

O Maranhão está fora desta teoria.

 
Pois apesar de seu IDH baixo encontra jogadores que já fizeram ou fazem do xadrez escolar e competitivo muito forte.
 
O estado já deu ao Brasil seu único campeão mundial Rafael Dualibe Leitão, outros panamericanos: Vinicius Valois, Eduardo Franklin. Campeão das Olimpíadas Escolares Bergson Fernandes Jr.
 
O que acontece muito é que os grandes centros atraem os talentos de todo o país.
 
Um exemplo é André Diamant que eu não sabia é cearense, Campeão Brasileiro Absoluto 2008 que mora atualmente em S. Paulo.

Roberto Santos
Presidente da Federação Maranhense de Xadrez
 

Date: Tue, 24 Feb 2009 10:03:40 -0300 | Subject: Re: Roberto Santos | O Maranhão está fora desta teoria, pois apesar de seu IDH baixo... | From: alfredops1943@gmail.com | To: xadrez_ms@hotmail.com

Caro Roberto

O Maranhão não está fora dessa teoria, não. Os exemplos dados são irrelevantes, estatisticamente. São casos isolados.

Se o seu argumento fosse verdadeiro, Cuba deveria ser considerado um país desenvolvido na época em que Capablanca venceu o campeonato mundial. Num cenário em que a maioria dos grandes jogadores eram europeus, Cuba e Capablanca foram exceções.

Leitão e Diamant são exceções (poucas, diga-se de passagem, como em geral o são as exceções) e é natural que eles fossem para São Paulo, onde teriam melhores condições de desenvolver o seu jogo. Outro exemplo é o do MI Helder Câmara, que saiu do Ceará, teve uma breve passagem pelo Rio, depois foi para São Paulo, onde mora até hoje. Será que ficando nos seus estados de origem eles chegariam onde chegaram?

O xadrez é um bom termômetro do desenvolvimento de uma região ou de um pais. O que não significa que se um jogador extraordinário surge num pais pobre, subdesenvolvido, esse pais passe à categoria dos desenvolvidos.

Que há uma correlação entre o IDH e o xadrez isso é inegável. Dos sete GMs brasileiros pelo menos cinco são do SUL/SUDESTE. O Fier eu não sei onde nasceu, mas imagino que seja dessas bandas. Não se tratam de coincidências.

Quero dizer que o Maranhão foi citado por ser um dos que tem o menor IDH. Não tenho a menor intenção de vituperar o estado. A minha mulher, inclusive, é maranhense. Então, eu quero mais é que o estado cresça, se desenvolva.

Alfredo Pereira dos Santos


Fontes:
 
IDHS |
 
PNDU Brasil |
 
Brasil Ponto a Ponto |
 
 
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